O que nos separa é quase [in]visível


Vivo em uma zona de fronteira entre duas grandes cidades, os limites são, ao mesmo tempo, os dois territórios e a "terra de ninguém"... mas, talvez a fronteira seja mais a "terra de ninguém" que qualquer outra coisa. Ignorados pelas suas respectivas cidades, esses confins mergulham no esquecimento. Apenas a ausência de políticas públicas torna visível a fronteira. A linha divisória é imaginária, invenção humana. Na "terra de ninguém" os limites são invisíveis.
O dicionário classifica cidadão como sendo aquele que vive em uma cidade e goza de direitos civis em um território livre. Estamos em época de eleições para presidente de nossa república, as propagandas televisionadas dizem todo o tempo que votar é um ato de cidadania... ainda não encontrei o candidato político que represente a fronteira... talvez ninguém irá cuidar da famigerada "terra de ninguém".

Outono 1573

Making off do vídeo "Outuno 1573".